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Friday, 11 September 2015

Projeto Nós Mães: Sobre o Pediatra Ideal

Nós Mães é um projeto criado por Laura, do blog Maede2, e mais 7 mães que irão fazer postagens quinzenais sobre as mais diversas experiências da maternagem.

E hoje o tema é: O Pediatra Ideal




Bom, eu não tenho muito que falar sobre esse assunto. Eu sempre levei meus filhos no mesmo pediatra que é primo de minha mãe e foi bem recomendado. Ele é muito atencioso e sempre examina bem as crianças pra tentar encontrar a causa do problema. Ele também me deu seu celular e liguei uma vez pra tirar uma dúvida, mas não me sinto muito a vontade pra estar ligando. Não tenho o que reclamar dele, porém sinto falta de um médico um pouco mais ‘amigo’, acessível, humano. Esse médico não é desumano, na verdade ele é simpático e não é nada arrogante como muitos médicos. Ele é profissional, faz o seu trabalho e pronto. Sem muito envolvimento. O que quero dizer com ‘humano’ seria mais no sentido em que falamos na humanização da saúde hoje em dia, em tratar as pessoas com humildade e respeito, em entender cada paciente em sua individualidade, investigar o problema pelo qual estão passando e tentar ajudar da melhor forma possível, ou seja um tratamento bem diferente daquele meio robótico de mal olhar na cara do paciente e passar uma receita cheia de antibióticos e remédios ‘sugeridos’ pelas grandes companhias farmacêuticas.
Como minha história fica por aqui, achei legal acrescentar a história de minha cunhada Talita, que por ser uma mãe de primeira viagem, passou por vários até encontrar o pediatra ideal, um que ele adora e respeita, e que dá toda a atenção que ela e seu filho precisam. Foi assim que ela me contou: “O primeiro pediatra era um bom médico, foi meu pediatra quando eu nasci, ele é muito conhecido é indicado por muitas pessoas, mas achei tudo muito ultrapassado, tudo pra ele é extremamente simples e normal porque ele vê aquilo tudo a dezenas de anos, mas pra mim q sou mãe de primeira viagem, quero mais detalhes, mais explicações, e menos ‘é assim mesmo’... Depois passei por outros e encontrei uma médica que por um tempo achei ideal, até meu filho ter uma pneumonia com 3 meses e meio de vida, e eu não consegui que ela o atendesse, por fim fui parar no plantão, e eu detesto plantão.. Porque lá os médicos não continuam o tratamento dos nossos filhos e dão os remédios mais fortes sem necessidade, os antibióticos... Até que aconteceu um dia à noite meu filho engasgou com sua secreção e eu passei o maior sufoco da minha vida, Deus colocou uma ótima pediatra lá no plantão que o atendeu e deu continuidade no tratamento dele no próprio plantão, porém ela só atende no CTI infantil e não tem consultório, e infelizmente não pude continuar com ela. Então continuei minha procura, e enfim encontrei o meu Pediatra ideal. Na primeira consulta o Arthur já tinha 5 meses, e ele fez o que nenhum médico tinha feito antes, ele perguntou até da minha gestação, do parto, dos exames que ele fez quando nasceu, que na verdade a gente faz mas poucas pessoas sabem o porquê daquilo tudo, ele me explicou exatamente tudo, olhou todos os exames dele de quando nasceu e esclareceu muitas coisas pra mim. Depois perguntou da rotina, de como ele é, como se comporta e eu que tinha uma lista em mãos, não fiz nenhuma pergunta, pois todas as minhas duvidas ele mesmo respondeu com suas explicações, foi paixão à primeira consulta! J
E apesar de ele ser um médico com a agenda muito lotada, (é extremamente difícil conseguir uma consulta com ele) e sua secretária ser uma pessoa muito desagradável, ele me dá um suporte maravilhoso, ele sempre me responde no WhatsApp e no Facebook. Qualquer dúvida que eu tenho, eu mando fotos, e ele me retorna. Enfim eu estou satisfeitíssima com ele. E o que eu sempre digo, pediatra tem que bater o santo, e o meu bateu com o dele e vice e versa, hoje eu levo meu filho lá, ele já está grandinho, mas mesmo assim a consulta dele demora 1 hora, ele pensa no filho e no bem estar da mãe também, ele sempre me aconselha pensando no meu melhor, conversa, é praticamente um psicólogo também J, ontem mesmo precisei dele, ele está em Natal viajando com a família, me respondeu no WhatsApp, me mandou fotos do lugar onde estava naquele momento e disse, estou aqui mas me chame a qualquer hora q precisar!”


Bom esse é o nosso relato, espero que seja útil para outras mães e de coração espero que elas encontrem esse pediatra ideal assim como a Talita encontrou, na verdade espero que cada vez mais existam médicos tão atenciosos como o dela ;-)

Saturday, 15 August 2015

Projeto Nós Mães - Babá ou Escolinha?

Nós Mães é um projeto criado por Laura, do blog Maede2, e mais 8 mães que irão fazer postagens quinzenais sobre as mais diversas experiências da maternagem.

E hoje o tema é: para as mamães aflitas que têm que voltar a trabalhar, qual a melhor opção:
Escolinha ou babá? 


Leela e vovó querida



















Eu A gradiva
Babá ou escolinha?
Eis a questão. Por sinal muito difícil. Deixar seu bebê com alguém de extrema confiança que lhe dedicará cuidado exclusivo ou deixá-lo num ambiente com mais crianças no qual terá atividades programadas e diferentes estímulos? Eu morei na Irlanda por sete anos onde tive a minha primeira filha. Lá a licença maternidade remunerada é de 6 meses e as mães têm o direito de tirar mais 4 meses de licença não remunerada. Adicionando férias geralmente as mães têm quase 1 ano pra curtir seus bebês. Praticamente todas as mães que começo tiraram toda a licença, é muito bom ter essa possibilidade, e saber que podemos passar esse tempo precioso com nosso bebê sem ficar ansiosa pensando no quê fazer no final da licença. Quando a Leela estava com quase 8 meses eu voltei a trabalhar, tomei essa decisão por questões financeiras e também porque achei que era o momento certo. Na Irlanda qualquer serviço infantil, seja escola ou cuidadora é caro,  por isso contratar uma babá não foi uma opção. Com a ajuda da sogra consegui acertar pra Leela ir 3 dias na escolinha, de segunda a quarta e na quinta ela ficava na avó, na sexta eu trabalhava meio período e organizava com o marido ou alguém de confiança pra ficar com ela. Deu muito certo, ela chorou alguns dias no começo mas logo se acertou e gostava muito de ir. E por ser apenas 3 dias eu não me sentia tão mal de deixá-la lá e sempre aguardávamos ansiosas o dia de ficar com a vovó. Quando tive o Nicholas eu tinha me mudado para o Brasil e havia deixado meu trabalho, então felizmente eu pude curtir meu bebê novamente sem muita pressa de voltar a trabalhar.  Quando ele estava com 10 meses decidi colocá-lo em uma escolinha no período da tarde. Eu acredito que a convivência com outras crianças e as atividades e estímulos que a escola oferece são muito importantes para o desenvolvimento da criança. 
Minha opinião pessoal sobre deixar com babá ou colocar na escolinha: se seu bebê ainda for novinho, por exemplo se tiver menos de 10 meses,  eu acho legal deixar com uma cuidadora, mas é importante encontrar alguém de extrema confiança e que adore crianças.
Acima de 10 meses ou um ano o bebê já está bem mais ativo e daí considero a escolinha mais interessante por todos os estímulos que oferece. Mas com certeza essa é uma decisão de cada família que deve avaliar o melhor para o seu bebê. E continuamos firme na luta por uma licença maternidade ampliada no Brasil! 😀👍👍