Showing posts with label Parto Humanizado. Show all posts
Showing posts with label Parto Humanizado. Show all posts

Friday, 25 September 2015

Projeto Nós Mães: Cama Compartilhada

Nós Mães é um projeto criado por Laura, do blog Maede2, e mais 7 mães que irão fazer postagens quinzenais sobre as mais diversas experiências da maternagem.

E hoje o tema é: Cama Compartilhada


Aqui em casa não tem muita regra não, quando pequeninos e enquanto estava amamentando, eles sempre dormiam na nossa cama. Eles pareciam dormir muito melhor juntos de nós, acredito que pelo calor e todo amor que esse contato físico proporciona. A Leela quando bebê não estava dormindo muito bem em nosso quarto, parecia que nós atrapalhávamos o sono dela quando íamos dormir ou quando acordávamos, então com 4 meses decidi passar ela para o quarto dela. Eu fazia toda a rotina da hora de dormir, banho, massagem, historinha, música bem calma e relaxante e deu muito certo, ela começou a dormir bem melhor. Quando ela acordava eu a trazia para nossa cama e com o passar do tempo ela começou a acordar menos, até acordar apenas 1 vez na noite e daí eu a amamentava na poltrona do quarto dela mesmo. Já o Nicholas ficou em nosso quarto até os 6 meses. Ele ficava no cesto moisés, depois num mini bercinho que ficava bem grudado em nossa cama. Mas muitas vezes que ele acordava durante a noite eu o amamentava deitada na cama mesmo e nós dormíamos assim, abraçadinhos. Todos os dois às vezes acordam durante a noite porque estão doentinhos, ou assustados, ou tiveram pesadelo, e eu não me importo em trazê-los pra nossa cama, é muito gostoso dormir com eles. Eu acredito que cama compartilhada é muito saudável. É contato físico, amor, carinho, o conforto e a segurança que são tão importantes para o desenvolvimento da criança. Existem várias pesquisas científicas que comprovam os benefícios do contato físico, e da necessidade que os bebês e crianças têm desse contato, da atenção, do amor e do carinho dos pais. Portanto não acredito em regras, cada pai e mãe sabe e sente o que é melhor para seus filhos. Alguns bebês precisam desse calor e desse contato por mais tempo, e acho que os pais não devem se preocupar em passar o bebê muito cedo para o berço ou para o outro quarto. Acho que o mais importante é escutar os desejos de nossos filhos, perceber suas necessidades e tentar supri-las da melhor forma possível. Cada criança tem seu tempo, e precisamos respeitar isso. Muito mais cedo do que esperamos eles ganham sua independência e nós é que sentimos falta dos tempos em que queriam ficar 'grudadinhos'. ;-)

Wednesday, 16 September 2015

1 Aninho do Heitor: Festa saudável e sessão de fotos "Smash the Fruit"


A mamãe Camila é muito consciente sobre alimentação saudável e não gosta de dar nada artificial pro Heitor. Porém, na hora de planejar a festinha ‘natureba’ do filhote, quem disse que achava um Buffet que fazia algo diferente dos salgadinhos e refrigerantes e docinhos tradicionais? Disseram pra ela: “É só isso que as crianças comem mesmo” Ah, mas não é não senhor! Porque as crianças e os adultos se esbaldaram nas comidinhas naturais e super saudáveis que foram servidas na festa!  Além disso, a Camila optou também por uma versão mais natural do “Smash the Cake” e fez uma sessão de fotos linda e saudável que chamou de “Smash the Fruit”.




Veja abaixo o relato da Camila, as lindas fotos e o cardápio super gostoso e saudável da festa de 1 ano do Heitor feito especialmente pela nutricionista Betânia Monteiro.



"O 1º ano do meu bebê passou rápido demais e quando vi já era hora de preparar a sua 1ª festa de aniversario. Eu queria muito que fosse uma festa saudável e que tivesse coisas que ele pudesse comer. 


Não foi uma missão fácil encontrar quem adaptasse o cardápio. Todos queriam me convencer a aceitar os tradicionais cardápios com salgados, doces e refrigerantes dizendo que ‘é disso que criança gosta’. Em um Buffet  chegaram a dizer que eu estava pensando só no meu bebê com esse cardápio natureba e que deveria pensar nas outras crianças, me lembro que perguntei a ele o que ele não gostava de comer e ele disse "feijoada", tendo visto que o mesmo era noivo perguntei: “imagine se sua noiva optar por feijoada para o seu casamento, você irá gostar?” Então ele ficou todo sem graça, mas logo tentou me convencer a manter o cardápio tradicional devido aos recursos/brinquedos modernos, etc. Em meio a uma longa busca e já prestes a desistir eis que minha cunhada nutricionista Betânia Monteiro, me reanima e elabora um cardápio super gostoso e saudável. Mostrei o cardápio para minha amiga Renata Camilo, proprietária da Panificadora e Buffet Flor do Trigo e ela então concordou de preparar tudo da maneira como eu queria. Foi uma missão difícil, e tive que ser persistente, mas valeu muito a pena. Os convidados adoraram a comida e muitos elogiaram minha atitude, e as crianças comeram TUDO o que foi servido na festa, enfim foi um sucesso!.


Junto com a festa do 1º aniversario chega também a "moda" do ensaio fotográfico “Smash the Cake” que fica uma gracinha, mas que iria contra a todo cuidado que eu vinha tendo com a alimentação dele até então... Ainda mais que já tinha ouvido muitos casos em que os glacês e recheios haviam feito mal ao bebê... Então resolvi adaptar também o ensaio fotográfico para um mais natural e saudável e fizemos o "Smash the Fruit" e mais uma vez com a ajuda da minha cunhada nutricionista fizemos um bolo lindo de frutas. O Heitor amou, estão aí as fotos pra provar!










 

Confira aqui o cardápio da festa de 1 ano do Heitor:


Entrada: tomate cereja, azeitona, mussarela, presunto...
Barquinhas Coloridas (com legumes) e para rechear patê de frango com batata (sem maionese)
Jantar: Escondidinho de carne desfiada e galinhada...
Sucos naturais
No piquenique para as crianças: milho cozido, salada de frutas
Espetinhos de uva com morango, maçã, bananas, tangerinas
Sacolé de morango, melancia, kiwi e manga
Para servir depois do Parabéns: Bolo de banana sem recheios e coberturas
Creme de goiaba para servir junto ao bolo
Tudo natural e sem açúcar!
 

Saturday, 15 August 2015

Projeto Nós Mães - Babá ou Escolinha?

Nós Mães é um projeto criado por Laura, do blog Maede2, e mais 8 mães que irão fazer postagens quinzenais sobre as mais diversas experiências da maternagem.

E hoje o tema é: para as mamães aflitas que têm que voltar a trabalhar, qual a melhor opção:
Escolinha ou babá? 


Leela e vovó querida



















Eu A gradiva
Babá ou escolinha?
Eis a questão. Por sinal muito difícil. Deixar seu bebê com alguém de extrema confiança que lhe dedicará cuidado exclusivo ou deixá-lo num ambiente com mais crianças no qual terá atividades programadas e diferentes estímulos? Eu morei na Irlanda por sete anos onde tive a minha primeira filha. Lá a licença maternidade remunerada é de 6 meses e as mães têm o direito de tirar mais 4 meses de licença não remunerada. Adicionando férias geralmente as mães têm quase 1 ano pra curtir seus bebês. Praticamente todas as mães que começo tiraram toda a licença, é muito bom ter essa possibilidade, e saber que podemos passar esse tempo precioso com nosso bebê sem ficar ansiosa pensando no quê fazer no final da licença. Quando a Leela estava com quase 8 meses eu voltei a trabalhar, tomei essa decisão por questões financeiras e também porque achei que era o momento certo. Na Irlanda qualquer serviço infantil, seja escola ou cuidadora é caro,  por isso contratar uma babá não foi uma opção. Com a ajuda da sogra consegui acertar pra Leela ir 3 dias na escolinha, de segunda a quarta e na quinta ela ficava na avó, na sexta eu trabalhava meio período e organizava com o marido ou alguém de confiança pra ficar com ela. Deu muito certo, ela chorou alguns dias no começo mas logo se acertou e gostava muito de ir. E por ser apenas 3 dias eu não me sentia tão mal de deixá-la lá e sempre aguardávamos ansiosas o dia de ficar com a vovó. Quando tive o Nicholas eu tinha me mudado para o Brasil e havia deixado meu trabalho, então felizmente eu pude curtir meu bebê novamente sem muita pressa de voltar a trabalhar.  Quando ele estava com 10 meses decidi colocá-lo em uma escolinha no período da tarde. Eu acredito que a convivência com outras crianças e as atividades e estímulos que a escola oferece são muito importantes para o desenvolvimento da criança. 
Minha opinião pessoal sobre deixar com babá ou colocar na escolinha: se seu bebê ainda for novinho, por exemplo se tiver menos de 10 meses,  eu acho legal deixar com uma cuidadora, mas é importante encontrar alguém de extrema confiança e que adore crianças.
Acima de 10 meses ou um ano o bebê já está bem mais ativo e daí considero a escolinha mais interessante por todos os estímulos que oferece. Mas com certeza essa é uma decisão de cada família que deve avaliar o melhor para o seu bebê. E continuamos firme na luta por uma licença maternidade ampliada no Brasil! 😀👍👍

Sunday, 2 August 2015

Projeto Nós Mães: A Importância do Pai

Nós Mães é um projeto criado por Laura, do blog Maede2, e mais 9 mães que irão fazer postagens quinzenais sobre as mais diversas experiências da maternagem.

Como Agosto é o mês dos Pais, hoje no projeto Nós Mães o tema é:

A Importância do Pai



 Eu A gradiva.


Dia dos pais se aproxima e me faz pensar na minha sorte e felicidade por ter um parceiro tão carinhoso e participativo. Tenho consciência das desigualdades de gênero que vivenciamos em nossa cultura e das dificuldades e desafios que tantas mulheres enfrentam ao criar filhos sozinhas. Uma vez vi um artigo sobre a importância de se escolher o parceiro ideal pra toda vida,  aquele vai te ajudar e apoiar quando os filhos vierem, e hoje percebo o quanto é importante que as jovens cada vez mais se conscientizem disso. Sem apoio, nossas escolhas e oportunidades se tornam muito mais limitadas, dificultando nosso acesso ao trabalho e geração de renda,  à vida social, aos cuidados com nossa saúde física e emocional,  e ao nosso crescimento profissional e pessoal. 
Enfim,  um pai participativo fará muita diferença na vida da esposa e dos filhos, e será um exemplo para o comportamento dos filhos no futuro. 
Meu marido não é brasileiro, e vem de uma cultura que não é machista como a nossa,  ele nunca esperou que eu lavasse suas roupas e lhe preparasse jantar antes de chegar do trabalho. Isso fez muita diferença pra mim,  porque acredito na igualdade de gênero, na divisão justa de tarefas domésticas e de cuidado,  e jamais conseguiria lidar com um homem que espera que uma mulher tome todas essas responsabilidades sozinha. 
Percebo que o homem brasileiro está se modernizando,  e ajudando mais em casa e com os filhos,  entendendo que sua participação é importante e que essas responsabilidades também são suas,  vejo meus 3 irmãos que são todos pais agora, fazendo isso,  o que me deixa muito feliz.
Aqui em casa o marido cozinha melhor que eu, ele troca fraldas,  dá banho nas crianças, as alimenta, põe pra dormir, enfim,  aprendeu como fazer fazendo e participa de todas as atividades rotineiras da vida em família. É claro que  durante minha licença eu fazia mais por estar mais tempo em casa,  mas quando ele está junto nós dividimos. 
Mesmo tendo um parceiro participativo a mulher ainda pode se sentir sobrecarregada, no caso da amamentação por exemplo,  a qual só ela pode fazer,  o que também significa muitas noites sem dormir e muito cansaço e estresse, então considero importante a sociedade reconhecer a luta e esforço das mulheres e incentivar políticas mais amigáveis às famílias (as chamadas 'family friendly policies') tais como o aumento da licença paternidade e a possibilidade de horários de trabalho flexíveis para que ela possa se readaptar à vida profissional sem deixar a carreira porque se tornou mãe. Porém essa luta ainda tem uma longa caminhada aqui no Brasil.  
Deixo aqui minha sincera gratidão ao meu marido e parceiro leal, e à todos os pais que fazem a sua parte, porque criar filhos é um trabalho, um trabalho de amor, de carinho, de dedicação, de paciência e entrega. E como todo trabalho tem seus desafios e sua recompensa.



Para mim, sempre tive a imagem que pai sempre seria o protetor do filho, aquele homem correto, batalhador que fazia de tudo para proporcionar ao seu filho (s) tudo do melhor.
Nem preciso dizer que meu pai sempre foi um excelente pai, tive ele como um exemplo de pessoa batalhadora, ele sempre reservado e severo, brincava pouco comigo mas muitas coisas que fizemos juntos ficou e vai ficar na lembrança como o arroz com tudo dentro…rsss Sei que tudo o que ele fez para mim e por mim só tenho a agradecer, pois se sou essa pessoa hoje devo muito a ele e minha mãe claro. Acho que o pai é fundamental na vida de um filho, seja os pais separados ou não, toda criança precisa desse lado paterno desse carinho e proteção diferente da mãe.
Hoje do outro lado como mãe, vejo que o papel de pai mudou um pouco do que era antigamente e ficou muito mais amigo do filho. Meu marido o que dizer dele como pai, um excelente pai, protetor, defensor, brincalhão, carinhoso, dedicado, participativo. Sempre desde a gravidez, em todos os momentos pude contar com sua ajuda, acho que nosso filho tem e terá muito orgulho do seu pai, pois ele é perfeito.
Sempre presente nas trocas de fraldas, alimentação, vida noturna do pequeno que foram muito agitadas…rss ele sempre foi e continua sendo responsável pelo banho do gui, um momento somente dos dois. Só posso agradecer a Deus pelo meu marido ser esse pai fantástico para o pequeno.
Agora um pequeno relato do que é ser pai para meu marido Paulo Renato:
” Ser pai é a maior realização de um homem, ser pai é saber o que significa a palavra amor, é saber que a partir de agora temos uma responsabilidade muito maior em tudo o que viermos a fazer, ser pai é proteger, educar, amar e participar de cada etapa da vida do nosso filho. Ser pai é também voltar no tempo, brincar muito, pintar muito, ajudar em cada lição de casa e assistir muito desenho.” Conheça mais no Blog. E conheça também o IG papaisdogui.
Quando nasce um bebê, nasce uma mãe, certo? Certo, mas nasce um pai também! 
O pai, assim como a mãe, começa a existir a partir do mágico momento que tem o filho nos braços. 
Alí nascem as duas figuras mais importantes para a criança. São papéis diferentes, com vínculos quase iguais, mas com as mesmas responsabilidade e importância.
Pai não é igual a mãe, mas também não é menos importante. E não é que um apenas dê suporte ao outro, a verdade é que os dois se completam. Completam também as referências e exemplos que a criança precisa.
Um pai é um herói, o maior de todos os heróis da coleção do filho. É quem tem no abraço a maior segurança do mundo. É quem protege de todos os monstros. É o gigante que o filho quer mostrar para todos os amigos. É quem o filho vê no espelho e sorri.
E, por aqui, só temos a agradecer porque sim, temos um grande PAI em casa. Obrigada papai, te amamos!  Conheça mais no IG maemaeinfinita.

Dia dos pais se aproxima e me faz pensar na minha sorte e felicidade por ter um parceiro tão carinhoso e participativo. Tenho consciência das desigualdades de gênero que vivenciamos em nossa cultura e das dificuldades e desafios que tantas mulheres enfrentam ao criar filhos sozinhas. Uma vez vi um artigo sobre a importância de se escolher o parceiro ideal pra toda vida, aquele vai te ajudar e apoiar quando os filhos vierem, e hoje percebo o quanto é importante que as jovens cada vez mais se conscientizem disso. Sem apoio, nossas escolhas e oportunidades se tornam muito mais limitadas, dificultando nosso acesso ao trabalho e geração de renda, à vida social, aos cuidados com nossa saúde física e emocional, e ao nosso crescimento profissional e pessoal. 
Enfim, um pai participativo fará muita diferença na vida da esposa e dos filhos, e será um exemplo para o comportamento dos filhos no futuro. 
Meu marido nunca esperou que eu lavasse suas roupas e lhe preparasse jantar antes de chegar do trabalho. Isso fez muita diferença pra mim, porque acredito na igualdade de gênero, na divisão justa de tarefas domésticas e de cuidado, e jamais conseguiria lidar com um homem que espera que uma mulher tome todas essas responsabilidades sozinha. 
Percebo que o homem brasileiro está se modernizando, e ajudando mais em casa e com os filhos, entendendo que sua participação é importante e que essas responsabilidades também são suas, vejo meus 3 irmãos que são todos pais agora, fazendo isso, o que me deixa muito feliz.
Aqui em casa o marido cozinha melhor que eu, ele troca fraldas, dá banho nas crianças, as alimenta, põe pra dormir, enfim, aprendeu como fazer fazendo e participa de todas as atividades rotineiras da vida em família.
Deixo aqui minha sincera gratidão ao meu marido e parceiro leal, e à todos os pais que fazem a sua parte, porque criar filhos é um trabalho, um trabalho de amor, de carinho, de dedicação, de paciência e entrega. E como todo trabalho tem seus desafios e sua recompensa. Conheça mais no Blog. E conheça também no IG Agradivablog.
Vou contar um pouquinho de como eu vejo a importância do meu marido no dia a dia e desenvolvimento das crianças, quem acompanha a página mais ou menos já conhece um pouquinho da história pois já falei duas vezes sobre o meu marido, mas para quem não viu as postagens, vamos lá. Meu marido foi pai pela primeira vez aos 19 anos, enquanto muitos podem estar pensando, que ele era muito jovem, posso afirmar que sim mas que apartir do dia que a Sabrina nasceu, nasceu junto um grande homem e PAI, além de todas suas responsabilidades como pai, sempre foi muito presente no dia a dia das crianças, acredito que assim como ser mãe de 3 não é moleza ser pai de 3 também não , principalmente na hora de dividir a atenção, mas aqui sempre dá um jeito e inclui os 3 na mesma brincadeira, as crianças nem preciso falar o quanto são apegadas ao pai, talvez por ele estar em casa só de noite, ou por ele fazer todas as vontades ou simplesmente por ser o pai, um pai que falo sempre não podia ter escolhido melhor para meus filhos, que mesmo na correria e cansaço do dia a dia, encontra tempo para brincar, passear, educar, ensinar.. .e o principal dar amor, percebo a grande cumplicidade que há em um simples olhar, e o quanto tudo isso significa no desenvolvimento das crianças, o quanto elas se transformam quando ele esta em casa e são mais felizes, vários são os momentos que preferem o pai do que a mim, entre eles na hora de fazer leite e nescau, nas brincadeiras da noite, na hora da história antes de dormir, os meninos na hora do banho e até só comem bolinho de chuva se é o pai que faz, mas tudo isso me deixa feliz pois além de estreitar ainda mais a relação pai/filho, me traz a certeza do grande amor que sentem uns pelo outro, e que não poderia ser um PAI melhor. Escrevi resumidamente sobre a Importância do Pai, pois para mim é um assunto bem abrangente, teria muito o que escrever, espero que tenham gostado. Conheça mais no Blog. E conheça também o IG maede3s.
PAI, uma palavra tão pequena, mais com um significado tão grande.
O que falar de uma pessoa com um papel tão incrível na vida de uma criança, adolescente e até mesmo adulto? 
Sou apaixonada pelo pai que tenho, independente se cresci ao lado dele ou não, ele sempre fez de tudo para ser presente em minha vida, quando ele não estava eu tinha um avô/pai que me ensinou muitas coisas, tive meu pai presente definitivamente em minha vida quando completei uma certa idade, mais isso nunca me fez amá-lo pouco. Agradeço a ele muitas coisas do que sou hoje. Quando me tornei mulher, imaginei, quero casar, ter meus filhos, mais quero uma vida diferente da que tive, não queria pros meus filhos pais separados, pois já havia vivenciado uma vida assim, e não que ser criada por avós tenha sido ruim, pelo contrário. Mais sei o quanto a falta de um pai/mãe faz falta na vida de um filho. Eis que conheci o “pai” dos meus filhos, pessoa incrível, e ali naquele momento sabia que era ele quem eu queria pra estar ao meu lado, pros meus filhos chamarem de “Pai”, nos casamos, e logo tivemos nosso primeiro filho, ele sempre presente me ajudando, dando banho, presente na vida noturna do bebê que foi longa, rsrsrs. Quando nasceu nossa segunda filha não foi diferente, sempre me ajudando. É nesses momentos, penso que não poderia ter escolhido pessoa melhor para eles chamarem de pai. Um homem trabalhador, educado, batalhador, carinhoso, que sente um amor sem tamanho pelos filhos, pai presente, brincalhão, durão quando tem que ser, que faz o possível e o impossível para dar tudo do bom e do melhor porá seus filhos. Enfim só agradeço a Deus por tê-lo em nossas vidas. Meu filho vê em seu pai um herói, vou contar pra vocês que eles fazem clube dos homens, rsrsrs. Vejo o quão importante é a figura masculina na vida de uma criança. Pai é da bagunça, aquele que eles esperam o dia todo, que na hora que chega do trabalho é festa e mais festa.
Minha filha é apaixonada pelo pai, com toda certeza ele é o primeiro amor da vida dela. Os dois são apaixonados demais por ele. ♥️ Conheça mais no Blog. E conheça também o IG maede02.
Gostaram? Amanhã tem a segunda parte com os outros textos das outras mães do Nós Mães!  :)

Monday, 9 February 2015

Minha irmã está grávida!

Escrevi esse texto em Novembro de 2014, assim que minha irmã deu as boas novas!


Ontem tivemos uma notícia maravilhosa de que mais um bebezinho está a caminho em nossa família. Minha querida irmã é a mais nova gravidinha da família. Como ela acompanhou bem minha gravidez e minha luta para ter um parto descente e mais humanizado, sabendo o quão traumático foi meu primeiro parto “anormal” cheio de intervenções desnecessárias, me senti à vontade pra tocar no assunto e incentivá-la a ter um parto humanizado também.
Na verdade já tínhamos falado inúmeras vezes do assunto, quando eu estava grávida, quando tive um parto humanizado maravilhoso do meu bebê Nicholas, quando meu irmão e cunhada se informaram e se prepararam pra também conseguir ter um parto lindo e humanizado, quando ela relatava do trauma que teve com sua cesárea, quando a anestesia fez um efeito exagerado, atingindo a área do pescoço e fechando a glote (a impedindo de engolir a saliva), por alguns segundos ela achou que iria morrer ali, e desacordou sem poder ver seu bebê nascer....e também imagina minha felicidade quando ela comentou que já havia idealizado seu parto em casa...
Por isso me senti a vontade pra falar na certeza de que ela já havia se convencido de sua capacidade de parir, e na minha paixão pelo assunto eu não consigo avaliar o contexto e acabo sendo inconveniente....no dia em que minha irmã descobre que está grávida acabamos caindo no assunto de laceração...tudo começou eu acho quando eu estava explicando que o parto deve ser gentil, que o certo não é empurrar, mas sim “ respirar o bebê pra baixo”, e assim não haverá laceração ou ela será mínima...e daí eu conto sobre esse vídeo no youtube sobre 3 parteiras super experientes dos EUA em que elas respondiam perguntas e uma das perguntas é: “É melhor cortar ou rasgar?” e elas respondem unânimes: “rasgar”, isso porquê a laceração acaba acontecendo no local correto e cicatriza mais rápido...Mas nesse momento minha irmã já está olhando pra mim num estado de choque e meu marido bravo dizendo: “esse não é o momento pra falar disso”, e o marido dela desaprovando imediatamente concordou com o meu...E comentou que um de seus amigos médicos disse que tem inúmeros casos de gestantes que perderam o bebê porque “passou da hora”...
Eu tentei dizer, “mas eu estou falando nisso exatamente pra te mostrar que não é assim traumático, não tem que ser assim, e se a fase de expulsão é feita com tranquilidade mesmo se houver laceração ela será mínima e sem dor, de fácil recuperação...e nem consegui comentar sobre o famoso “passar da hora”... quando meu marido repetiu:
“Mas não é o momento de falar disso...” E todos concordaram. Inclusive eu, mas foi tão difícil me segurar... Mais tarde levando a bronca do meu marido eu chorei, me senti péssima, como uma bruxa assustando minha irmã sobre o parto, e tudo o que eu queria fazer era o contrário, era falar pra ela o quanto é lindo e natural, e que ela não deve ter medo da dor...
Eu me senti como um peixinho frágil nadando contra a corrente. Se fico quieta a cultura cesarista vence, se tento falar sou muito passional e assusto. Me sinto tão injustiçada como mulher. Um parto lindo me foi roubado mas no segundo eu me empoderei e consegui, e tudo o que eu quero é falar pra todas as mulheres que elas também são capazes, que se eu consegui elas também podem, que tem muito mito e muita mentira nos enganando por aí, que não é tanta dor assim se você encarar com naturalidade e trabalhar com seu corpo nesse momento...
Eu acredito na minha irmã e em sua força e sei que ela vai tomar a melhor decisão pra ela e seu bebê, mas fico triste por ter que brigar contra essa corrente que vê o nascimento natural como um filme de terror, como um assunto delicado que pode traumatizar, que deve ser adiado até ser tarde demais. Queria muito que fosse diferente, que a empolgação e preparação para o momento do nascimento de nossos bebês acontecessem com a mesma dedicação com que arrumamos o enxoval e o quartinho.
Antes de encerrar o assunto, como ativista apaixonada que agora sou, ainda tentei avisar à minha irmã e cunhado, e essa é uma mensagem importante que sempre dou às gestantes que encontro:  caso desejem ter um parto natural, vocês precisam se informar e se preparar, para ter confiança, segurança e tranquilidade no trabalho de parto, e ser capaz de tomar decisões informadas e não deixar que outros tomem decisões por vocês.




Relato do meu Parto Humanizado do Nicholas

Após as 40 semanas a ansiedade começou a apertar, completei no domingo e combinei com meu marido que se nada acontecesse até quarta, iríamos pra São Carlos ficar lá e esperar. Na quarta nada, pensamos, ah esperamos até quinta. Na quinta decidimos ir pra casa do meu irmão em Ribeirão Preto assim já estávamos mais perto. Na sexta fomos então pra São Carlos. Ficamos num hotel muito gostoso e confortável e como não tínhamos muito a fazer, só nos restava relaxar, nadar e... Tirar fotos embaixo d'água!!!




Foi uma delícia, uma forma muito descontraída de aliviar a ansiedade da “espera pelo bebê” e também uma lembrança muito gostosa de se ter! 
No sábado meus pais vieram e trouxeram nossa filhinha Leela, com quase 2 anos era a primeira vez que ficávamos longe dela por 2 noites. Mas ela estava super bem e muito feliz de ver papai e mamãe.
No domingo completei 41 semanas e passamos o dia curtindo a piscina do hotel mas nada, nenhum sinal de bebê vindo.
Na segunda, ainda deitados na cama, bateu uma pequena ansiedade: o que vamos fazer? O David não queria ir embora pra Franca, por medo de ter que voltar logo em seguida, e eu estava preocupada em ter que ficar mais uma semana pagando hotel caro sem saber quando o bebê chegaria...
Eram 8 horas da manhã, a Leela acordou e me levantei pra fazer sua mamadeira e alguns segundos depois senti minha calcinha bem molhada. Falei David, alguma coisa acontecendo aqui...acho que minha bolsa está rompendo...
Senti que aquilo seria o começo de tudo, então relaxei...é engraçado, eu deveria ter ficado nervosa, é agora, vai rolar, vou sentir dor...mas não, eu tinha esperado tanto, eu decidi por respeitar o tempo do meu bebê e agora chegou a hora, que felicidade! Só me resta relaxar e deixar as coisas acontecerem...foi isso que eu tinha aprendido no livro que li sobre o hipnoparto.
Fomos tomar aquele café da manhã delicioso no hotel, eu não sentia nenhuma dor, e a água continuava a descer, devagarzinho...eu cortei uma fraldinha da Leela e coloquei. Avisei a Doula e ela disse pra ligar pra ela quando as contrações começassem.
Após o café sugeri que fóssemos pra área da piscina, coloquei biquine e fiquei andando em volta da piscina. Tiramos foto no avião que fica nas dependências do hotel, caminhamos pela grama, foi tudo tão tranquilo e gostoso, sem pressa, sem desespero, sem dor...
Fiz até um filminho lindo da Leela dando banho na bonequinha que compramos pra ela...
A certo ponto pensei: pra quê continuar usando essa fralda? Então a tirei e deixei a água da bolsa escorrer pelas pernas, estávamos na área da piscina mesmo, e de quando em quando eu tomava um banho na ducha.
Eu sabia que não podia entrar na piscina pelo risco de infecção pro bebê. E continuei caminhando em volta da piscina...e devagarzinho uma dorzinha levinha de cólica começou a surgir....já era quase meio dia. Minha mãe ficava perguntando: você não quer ir pro hospital filha? E eu respondia irritada que não queria ficar em hospital não, que ali na piscina era muito mais tranquilo. Percebi nesse momento que já havia em mim uma mudança de valores: no TP de minha filha Leela, eu quis correr pro hospital, eu tinha a impressão de que lá estaria mais tranquila e segura. Mas desta vez percebi que eu também podia me sentir tranquila e segura em outro ambiente, que tudo dependia do meu estado emocional e desta vez eu estava confiante, eu sabia o que estava acontecendo com meu corpo, eu podia sentir tudo, e eu sabia que tudo ia correr bem uma vez que eu trabalhasse junto com meu corpo para o calmo nascimento do meu bebê.
O David subiu pro quarto pra descansar e por a Leela pra dormir sua soneca, meu pai foi embora pra Franca. Pedi pra minha mãe ir buscar algo pra gente almoçar e enquanto isso liguei pra Doula e disse que as contrações tinham começado fraquinhas, ela disse pra contar o intervalo das contrações na próxima meia hora e retornar pra ela esse tempo. Comecei a contar e percebi que elas estavam vindo de 3 em 3 minutos!! 
Aí sim comecei a ficar um pouco nervosa, pensei será que está tão perto assim? Liguei pra Doula e ela disse, vai pro hospital, eu te encontro lá.
Quando minha mãe chegou eu já tinha juntando todas as coisas e disse pra ela que as contrações estavam muito perto. Fomos pro quarto e foi aquele desespero: toma banho, pega mala, junta as coisas, troca a Leela, e daí sim comecei a sentir as contrações!! Tinha que parar à cada 3 minutos e respirar.
Fomos pro hospital e no caminho me senti como que naquelas cenas de novela...vai amor, corre, não vai dar tempo, não pára no sinal, esse FDP não podem deixar a gte atravessar!!! rsrsr 
Chegamos lá por volta de 1:30, e então vou para a recepção fazer ficha, contração vem e eu páro pra respirar, é uma situação meio absurda essa de eu ter que fazer uma ficha no hospital no meio do processo de nascimento do meu bebê. Lembro que no livro a autora alertava pra isso e falava pra ir no hospital antes e deixar tudo pronto pra não ter que passar por isso, mas eu não sei, acho que ignorei essa parte do livro :)
Espero o elevador, que sinceramente, deve ter demorado 30 min para chegar. Deve ter tido umas 10 contrações lá no corredor, esperando, abaixando, respirando.
Já no quarto a enfermeira faz o exame e constata que estou de 5cm! Ótimo, estou no meio do caminho! 
A Doula chega em seguida e começa a organizar o local, põe uma música suave, amarra os panos no teto, tira seus equipamentos e também me auxilia a cada contração. Meu marido está resolvendo o pagamento ao hospital e minha mãe cuidando da Leela. A Leela ficava um pouquinha assustada quando me via tendo as contrações, que agora estavam bem mais fortes. Ela me olhava e dizia mamãe? Como que a perguntar se eu estava bem. Eu dizia, está tudo bem querida, o bebê está vindo! Eu concordo com as crianças estarem lá presentes no nascimento de um bebê, acho esse um momento mágico e muito importante para a família. Porém senti que a Leela estava num momento um pouco crítico de aprender a falar e aprender a discernir situações e não senti que ela estava à vontade lá, ela estava agitada e eu não queria que ela se assustasse, tivemos a sorte da minha irmã chegar de Franca nesse momento e ela levou a Leela para almoçar.
O David está de volta e me ajuda durante todas as contrações. Ele me abraça, faz massagem, aperta meu quadril. Minha mãe também está lá me dando apoio e eu me sinto amada e protegida neste momento, e estou tão feliz por ter as pessoas que mais amo por perto.
Eu já estava louca pra entrar na banheira e a Doula então encheu com água bem quentinha e quando entrei foi uma sensação maravilhosa... me senti acalmar e relaxar e pude ouvir a música e me sentir tão em casa, tão segura, tão consciente daquele momento maravilhoso e tão certa de que tudo ia ficar bem...
A partir daí já havia perdido a noção do tempo e por meu corpo estar mais relaxado, senti que a coisa estava caminhando rápido e as contrações ficando cada vez mais fortes. Me segurei naquele pano amarrado no teto, e fiquei ajoelhada na banheira, meio que sentada em meu calcanhar, a cada contração que vinha eu levantava o bumbum e segurava forte no pano, esticando meu corpo. Me concentrei na minha respiração J, inspirando bastante ar e deixando soltar pelo nariz bem lentamente, mas ao mesmo tempo sentindo grande parte deste ar descer pela garganta, peito e ventre...Nesse momento estou na partolândia. Já nem abro meus olhos durante as contrações. Não consigo falar, mal consigo me mover porque no intervalo parece que todas as minhas energias foram sugadas. Sinto pressão, não sei dizer ao certo se era dor. Estou focada na minha respiração, e isso me permite concentrar minhas energias no processo ao invés de concentrá-las na dor, então agora consigo entender porque muitas mulheres dizem que não sentem dor. É este o segredo, o segredo é esquecer a dor, é ignorar a dor, é concentrar em outra coisa, nesse caso, na respiração, que vai ajudar meu bebê a descer e a vir para os meus braços. Eu devo ter feito a lição de casa certinho J, porque sinceramente não me lembro da dor...A enfermeira veio me examinou novamente e não me disse nada, só vi ela fazendo um sinal de sim com a cabeça e isso queria dizer: pode chamar o médico...eu sabia que estava muito perto e eu devia estar já de 9 para 10 cm.
Foi logo em breve que senti algo muito forte, deve ser aquele momento da dor insuportável em que as mulheres gritam muito, mas eu continuava lá, quietinha, respirando forte, porém senti que chegara a um ponto que perdi a concentração, e pensei: a pressão é imensamente forte e mais do que isso não aguentarei. E então num instinto maternal eu subi uma das pernas para ficar de cócoras e senti a cabecinha de meu bebê escorregar para fora. A enfermeira pediu que eu virasse deitada de frente na banheira para ter espaço para o bebê nascer. Assim fiquei por alguns longos segundos, meio apagada, respirando tranquila e a cabecinha dele lá já de fora pra todo mundo ver. Não conseguia me mexer nem falar nada. Mas ouvi o David perguntar pro médico: “tudo bem”? E o médico respondeu, tudo bem, e me disse...fique tranquila, descanse, e espere a próxima contração. E foi isso que eu fiz. As contrações pararam, não vinham. Mais tarde o médico disse que é normal pois o útero relaxa depois que a cabecinha do bebê sai. Mas naquele momento eu senti que era a hora, que não dava pra esperar muito e recobrei minhas forças e respirei pela última vez para trazer meu bebê pro mundo. Sem fazer força, tentei fazer exatamente o que dizia no livro: respirei meu bebê pra baixo. E foi assim que Nicholas veio ao mundo.
Eu estava tão perdida no tempo que acho que pensei que estava na Irlanda e soltei um "Oh my God". Foi quando cheguei àquele momento que tanto visualizei por toda a gestação. O momento em que meu bebê chega ao mundo naturalmente. Nicholas estava alerta, com os olhinhos abertos, calminho e sereno no meu peito. Foi um momento maravilhoso. Sou mil vezes grata ao universo por ter me dado essa oportunidade. 







Meu querido médico Rogério Gonçalves Lima 



Minha querida Doula Vânia Bezerra



Wednesday, 10 September 2014

Sobre a Laqueadura e a ingratidão de certos homens

Há muitas, mas muitas coisas que me revoltam na questão do tratamento desigual em relação às mulheres. Mas sobre uma certa desigualdade eu gostaria de falar hoje, porque essa me revolta muito:

A Laqueadura Tubárea


Ontem conversei com uma pessoa que tem 1 filho de 7 anos, sofreu 1 aborto e perdeu 1 bebê com 5 meses, não quero nem imaginar o sofrimento que essa pobre mãe passou. Ela está grávida e disse que vai fazer cesárea, porque já teve outra cesárea, e já vai aproveitar pra fazer laqueadura. Bom, começando pelo "fazer cesárea, porque já teve outra cesárea", eu nem vou falar muito à esse respeito, vou deixar para os meus outros posts sobre o parto natural e humanizado e sobre todo meu ativismo à esse respeito. Mas em suma, é além de possível, mais seguro, fazer um parto normal após uma cesárea que aconteceu há 7 anos do que uma nova cesárea. Outra questão é que, pelo que tenho informação, a laqueadura seguida ao nascimento é proibida por lei aqui.
Mas voltando à questão da laqueadura, eu perguntei à ela, "mas seu marido não faria vasectomia?" E ela respondeu: "Ele não quer fazer porque tem medo".

Isso me deixa realmente, absurdamente, indignada com a atitude dos homens. Aqui no Brasil, nessa nossa cultura machista, a grande maioria dos homens pensa assim: "não quero fazer, estou com medo, sei lá o quê isso pode causar no meu pênis..." e por aí vai!
Mas será que eles não pensam na mulher? Na sua companheira? Não pensam que ela também tem medo? De ter que fazer uma cirurgia, 7 camadas cortadas, anestesia rack ou peridural com todos os seus efeitos colaterais, 40 dias de recuperação etc etc?? Os tubos cortados ou amarrados, e o lance das energias (pra quem acredita nisso) que devido a esse "bloqueio" as energias não fluirão mais naturalmente no corpo da mulher? Eu acredito nisso.
A vasectomia é uma pequena cirurgia, com anestesia local, 2 pequenos cortes dos 2 lados do saco escrotal, no DIA SEGUINTE o homem já está recuperado e andando e fazendo o que tiver que fazer, ao menos foram essas as informações dadas pela assistente social em nossa entrevista sobre as 2 opções.

Nós mulheres somos quem tomamos anticoncepcional pela vida toda, lembrando que esses são hormônios sintéticos que afetam nosso humor, nossa libido, nosso apetite, enfim que afetam nosso organismo de forma geral. Somos nós que carregamos o bebê por 9 meses na nossa barriga, e eu sei que é maravilhoso, mas também é muito difícil, muitas de nós assim como eu, passamos por 13 longas semanas de enjôo e mal estar, e no fim também temos dificuldade de andar, ficamos inchadas, com dor de estômago, queimação... Somos nós que parimos, seja por parto normal ou por cesárea, e passamos todas as dores, seja do trabalho de parto ou da recuperação da cirurgia, somos nós que amamentamos por meses ou anos, e por consequência temos que acordar por várias vezes à noite durante tanto tempo.

É muito importante que as mulheres reconheçam toda sua dedicação e esforço e se valorizem. E que dessa forma se sintam que elas se sintam confiantes e seguras pra exigir, com carinho é claro, um reconhecimento por parte de seus parceiros. Eu acredito que seja mais do que justo e o mínimo que os homens possam fazer por nós em consideração a tudo que nós mulheres passamos para garantir a reprodução da humanidade. Eu sinceramente espero que as mulheres e homens se informem mais e que os homens passem a contribuir dessa pequena forma para nos poupar de mais esse esforço e sofrimento que é a cirurgia de laqueadura tubárea.

Eu imagino essa mulher, que além de tudo que citei também passou por grandes perdas e com certeza teve mais dificuldade pra lidar com elas porque foi ela quem gerou, foi seu corpo que passou por uma transformação e por um trauma, e simplesmente não consigo entender a atitude de seu companheiro. Não consigo ver nesse homem onde está o carinho, o cuidado, a valorização de sua companheira, e a gratidão pelo que ela lhe proporcionou. Gostaria de acreditar que é somente falta de informação, que esse homem nunca teve a intenção de ser egoísta e ingrato. 

Por esse motivo, estou escrevendo esse post, pra trocar algumas informações, pra questionar homens e mulheres sobre sua postura em relação à reprodução e à contracepção, que fica SEMPRE na responsabilidade das mulheres. Não é justo e espero que algumas mulheres se conscientizem dessa injustiça.

PS: Procurarei melhorar esse post inserindo artigos ou informações confiáveis sobre as questões levantadas.


http://www.celsomarzano.com.br/si/site/0909

Vasectomia ou Laqueadura? A laqueadura é uma cirurgia de maior porte, por ser intra abdominal, de maior custo por necessitar ser realizada em ambiente hospitalar e também na esfera emocional, a mulher aceita menos o fato de não poder ser mãe novamente, mesmo que naquele momento tenha decidido pelo procedimento. Não todas, mas muitas mulheres têm problemas emocionais neste aspecto a médio e em longo prazo.
A vasectomia é uma cirurgia simples, ambulatorial (não precisa de internação), feita com anestesia local, em que o paciente sai andando, necessitando de um repouso relativo por dois dias. O custo é menor e a recuperação é rápida. Muitas vezes pelo medo do homem e por preconceitos, a opção vai para a laqueadura.