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Wednesday, 16 September 2015

1 Aninho do Heitor: Festa saudável e sessão de fotos "Smash the Fruit"


A mamãe Camila é muito consciente sobre alimentação saudável e não gosta de dar nada artificial pro Heitor. Porém, na hora de planejar a festinha ‘natureba’ do filhote, quem disse que achava um Buffet que fazia algo diferente dos salgadinhos e refrigerantes e docinhos tradicionais? Disseram pra ela: “É só isso que as crianças comem mesmo” Ah, mas não é não senhor! Porque as crianças e os adultos se esbaldaram nas comidinhas naturais e super saudáveis que foram servidas na festa!  Além disso, a Camila optou também por uma versão mais natural do “Smash the Cake” e fez uma sessão de fotos linda e saudável que chamou de “Smash the Fruit”.




Veja abaixo o relato da Camila, as lindas fotos e o cardápio super gostoso e saudável da festa de 1 ano do Heitor feito especialmente pela nutricionista Betânia Monteiro.



"O 1º ano do meu bebê passou rápido demais e quando vi já era hora de preparar a sua 1ª festa de aniversario. Eu queria muito que fosse uma festa saudável e que tivesse coisas que ele pudesse comer. 


Não foi uma missão fácil encontrar quem adaptasse o cardápio. Todos queriam me convencer a aceitar os tradicionais cardápios com salgados, doces e refrigerantes dizendo que ‘é disso que criança gosta’. Em um Buffet  chegaram a dizer que eu estava pensando só no meu bebê com esse cardápio natureba e que deveria pensar nas outras crianças, me lembro que perguntei a ele o que ele não gostava de comer e ele disse "feijoada", tendo visto que o mesmo era noivo perguntei: “imagine se sua noiva optar por feijoada para o seu casamento, você irá gostar?” Então ele ficou todo sem graça, mas logo tentou me convencer a manter o cardápio tradicional devido aos recursos/brinquedos modernos, etc. Em meio a uma longa busca e já prestes a desistir eis que minha cunhada nutricionista Betânia Monteiro, me reanima e elabora um cardápio super gostoso e saudável. Mostrei o cardápio para minha amiga Renata Camilo, proprietária da Panificadora e Buffet Flor do Trigo e ela então concordou de preparar tudo da maneira como eu queria. Foi uma missão difícil, e tive que ser persistente, mas valeu muito a pena. Os convidados adoraram a comida e muitos elogiaram minha atitude, e as crianças comeram TUDO o que foi servido na festa, enfim foi um sucesso!.


Junto com a festa do 1º aniversario chega também a "moda" do ensaio fotográfico “Smash the Cake” que fica uma gracinha, mas que iria contra a todo cuidado que eu vinha tendo com a alimentação dele até então... Ainda mais que já tinha ouvido muitos casos em que os glacês e recheios haviam feito mal ao bebê... Então resolvi adaptar também o ensaio fotográfico para um mais natural e saudável e fizemos o "Smash the Fruit" e mais uma vez com a ajuda da minha cunhada nutricionista fizemos um bolo lindo de frutas. O Heitor amou, estão aí as fotos pra provar!










 

Confira aqui o cardápio da festa de 1 ano do Heitor:


Entrada: tomate cereja, azeitona, mussarela, presunto...
Barquinhas Coloridas (com legumes) e para rechear patê de frango com batata (sem maionese)
Jantar: Escondidinho de carne desfiada e galinhada...
Sucos naturais
No piquenique para as crianças: milho cozido, salada de frutas
Espetinhos de uva com morango, maçã, bananas, tangerinas
Sacolé de morango, melancia, kiwi e manga
Para servir depois do Parabéns: Bolo de banana sem recheios e coberturas
Creme de goiaba para servir junto ao bolo
Tudo natural e sem açúcar!
 

Saturday, 4 July 2015

Projeto Nós Mães - A gravidez

Nós Mães é um projeto criado por Laura, do blog Maede2, e mais 9 mães que irão fazer postagens quinzenais sobre as mais diversas experiências da maternagem.

Hoje o tema é Gravidez, e as diferenças entre cada gravidez quando se tem mais filhos.



A primeira gestação de minha filhinha Leela foi uma delícia.  Tudo foi planejado e até aconteceu bem rápido.  2 meses após nos casar parei de tomar a pílula e no 2o mês já engravidei. Me lembro do dia que fiz o teste,  fiquei tão empolgada,  surpresa,  meio sem reação,  mas foi tão lindo, pq sabíamos que era nosso desejo. As primeiras 12 semanas foram de enjôo, essa parte foi difícil,  mas não foi a pior. 
Eu não conseguia sentir o gosto das coisas, não sentia fome nem vontade de nada. Pela sétima semana comecei a sentir dificuldade para ir ao banheiro,  tinha que passar óleo Johnson,  achei estranho isso tão no início da gravidez mas quando pesquisei vi que era normal (o mesmo aconteceu na minha segunda gestação).  Após as 12 semanas o enjôo sumiu,  muitas me falavam isso,  que passava, mas eu não conseguia acreditar porque era horrível,  mas passou e então consegui curtir bem mais a gravidez 😀.  Escrevi cartinhas para ela, pintamos uma linda árvore na parede, uma amiga com grande talento fez toda a decoração do quartinho, foi muito gostoso. 


Eu sempre tive bastante queimação, mas o maior desconforto foi por volta de 22 semanas quando comecei a ter fortes dores de estômago, não tinha certeza se era alimentação ou a posição da bebê. Mas não era o tempo todo,  e geralmente piorava quando eu comia coisas ácidas como salada com vinagre ou molho vermelho. Também por volta desse período tive um pouco de inchaço, que acredito que piorava com o calor. Com exceção dos enjôos e dessas dores a gestação foi perfeita e muito tranquila.  E foi longa também,  Leela nasceu de 41 semanas e 2 dias. 

Já a gestação do Nicholas foi uma surpresa, não estávamos planejando e eu estava tomando a mini-pílula, que é mais apropriada quando amamentamos.  Porém havia me esquecido da pílula um dia e não estava tomando-as no mesmo horário todos os dias.... Após passar um fim de semana mto doente na terça percebi que havia melhorado porém aquele mal estar e enjôo continuava, minha ficha caiu e decidi fazer o teste. Resultado: positivo! 😀 A Leela tinha pouco mais de um ano e foi meio que um choque pra gente. Eu não tinha nenhum plano de ter um bebê tão breve e ainda estava me recuperando do trauma do parto da Leela (que foi um parto 'normal' porém com muitas intervenções hospitalares). Mas também não foi o fim do mundo,  logo nos acostumamos com a idéia e pensamos que foi melhor assim , ter 2 crianças perto , como dizem: "já cria junto" 😀😀 e eles brincam juntos. Foi uma gravidez um pouco mais tranquila no sentido de que eu muitas vezes me esquecia de que estava grávida rs. Não haviam muitos planos nem mtas expectativas, deixamos a natureza seguir o seu curso. Senti o mesmo enjôo durante as primeiras 12 semanas. Porém nas duas gestações eu não tive vômito , sinete enjôo mesmo , aquela náusea que não passa...😞 Havia quase 7 anos que eu morava na Irlanda e decidi parar de trabalhar cedo, com 24 semanas, pq estávamos organizando nossa mudança pro Brasil. Essa parte da mudança foi conturbada, mas no fim deu tudo certo,  cheguei no Brasil com 32 semanas.  Muito calor,  tive muita queimação como na primeira gestação, porém já agradeci aos céus porque dessa vez não tive as fortes dores de estômago da primeira gestação. No mais foi tudo muito tranquilo e passei bastante parte do meu tempo me preparando para o parto,  pois eu queria que dessa vez fosse diferente,  eu queria muito ter um parto natural e tranquilo, sem aquelas intervenções de rotina e sem traumas. Por isso comecei a ler o livro Hypnobirthing. Nas 2 gestações eu engordei muito, por volta de 25 kg. Eu sentia muita fome, principalmente após a12a semana, mas felizmente em 1 ano eu estava com meu peso de volta. Outra semelhança das 2 gestações foi o "esquecimento" eu me sentia péssima por esquecer aniversários e compromissos importantes, realmente parecia que meu cérebro estava funcionando 'mais devagar' 😀😀. O Nicholas nasceu de 41 semanas e 1 dia,  mais uma vez foi difícil controlar a ansiedade da espera, mas ficamos felizes por esperar o tempo do nosso bebê! Bom esse foi um resumo de minhas experiências de gestação dos meus dois filhotes queridos: Leela e Nicholas! A gradiva.


Maede2
Eu tive duas gestações e a primeira foi super calma, acompanhada com muito amor e atenção. Toda a atenção no momento era para ela. Não tive enjoo e nem desejos. Optei por ser cesarea e correu como o planejado. Foi tudo perfeito e maravilhoso!
Já a minha segunda já foi super conturbada, já descobri ela com quase 4 meses, e ainda por cima estava em um tratamento super forte de Tuberculose. Então, tive que ter muito cuidado, e quando encerrei o tratamento já estava no 6º mês, então pude curtir mais esse momento, mas mesmo assim, o medo batia, pois tinha receio de o meu bebê nascer com algum problema de audição ou outros, mas graças á Deus, ele nasceu perfeito! Curti minhas duas gestações, nenhuma foi planejada, mas as duas foram recebidas com muita alegria e amor por todos. E conheça também o IG_maede2.
Minhas experiências foram de 2 gestações, mas somente a segunda evoluiu. Mas pude curtir os primeiros sintomas e foram bem diferentes da segunda, ela veio com muito enjoo, vômito e ânsia.
Já a segunda gestação foi muito abençoada, mas claro que com muito medo…
para saber mais acesse a minha página no Blog. E conheça também o IG papaisdogui.


Vou falar resumidamente como foram as minhas 3 gestações;
→1° Gestação foi a da Sabrina: Todos os sintomas, muito enjôo, talvez por ser primeira gravidez o psicológico tenha sido bastante afetado. Consultas mensais, quando não eram quinzenais, ecografias várias. O enxoval fui com a minha mãe comprar com direito a tudo e mais um pouco. No dia do nascimento parecia final de copa do mundo ou feriado santo, toda família avôs, padrinhos, tios e alguns parentes, estavam lá.
→2° Gestação foi a do Arthur: Estresse de final de faculdade, nenhum sintoma. Consultas mensais, ecografias somente as solicitadas pelo médico. Enxoval fui comprar sozinha somente o necessário, sem protetor de berço, rede para banheira.. ..No dia do nascimento além de nós pais, os avôs (sim ta diminuindo o pessoal, kkkk). Ah não posso esquecer que foi tudo super planejado, entreguei o último trabalho da faculdade na terça feira a tarde, na quarta de manhã o Arthur nasceu.
→ 3° Gestação foi a do Pietro: Opa, será que eu estava grávida? ??? sim é o que senti, parece que descobri a gravidez em um dia e no dia seguinte ele nasceu, hahahah, ah essa correria do dia a dia. Consultas mensais ou a cada dois meses, ecografias as solicitadas pelo médico. Enxoval o básico, algumas coisas do irmão. E o dia do nascimento adivinhem???? Somente eu e o papai, kkkkk (acho que o pessoal estava cansado de a cada 4anos ir para o hospital). 
3 gestações, muitas diferenças, mas o amor pelos três é grande e igual, sem diferença alguma. Espero que tenham gostado e não esqueçam de acompanhar os post das outras mães. Conheça mais no Blog. E conheça também o IG maede3s.


Sabe aqueles enjôos terríveis de gravida??
Pois é, eu não sei. Nunca tive. 
E me sinto uma mulher de sorte não só por isso, mas por tudo nas minhas 2 gestações.
Muita coisa foi diferente entre uma e outra, mas, a sorte de não ter os sintomas ruins foi a mesma. Enjôo, inchaço, acne… Nada disso eu tive.
Mas, esquecimentos e cabeça “lerda” tive muito, nas 2 gestações (e continua no pós-parto – help! rs). 
Na 1ª gravidez eu tive uma dieta super controlada e saudável e fazia atividade física de 4 a 5 vezes por semana. Já na 2ª, infelizmente foi o contrário, falta de cuidado com a alimentação e a atividade física era a correria atrás do filhote, que ainda era um bebê de 1 ano. Se teve alguma relação com isso eu não sei, mas, o 1º filho nasceu grande e com peso acima da média, enquanto que a 2ª filha veio prematura (35 sem), bem pequenininha e com baixo peso. 
A 1ª gestação foi mais registrada, mais cuidada, mais paparicada. Na 2ª, já não tive tanto capricho e tenho a consciência eternamente pesada por isso.
No geral, posso dizer que vivi em “estado de graça” nas gestações, principalmente na 1ª. Eu me sentia linda e como se eu fosse um ser superior, santificado, divino, pleno. E, na verdade, não deixa de ser um pouco disso mesmo, né?!
Amei estar grávida! ❤️ * Conheça mais no IG maemaeinfinita.


Minha gravidez chegou de surpresa, num momento um pouco conturbado da minha vida. Foi um susto e tanto. Pegou todo mundo de surpresa. Afinal, eu engravidei tomando injeção de anticoncepcional. Apesar do susto, eu logo me acostumei com ideia.
No começo foram muitas dúvidas, medos, inseguranças. Nossa vida já muda radicalmente logo após o positivo. Já começamos a pensar no nome, no sexo, no enxoval, em como será após o nascimento.
Estar grávida é uma delícia. Uma emoção muito grande. A gente se sente muito amada e querida, por onde eu passava, todo mundo sorria quando olhava minha barriga.
O primeiro ultrassom é mágico. Só ai acho que caiu um pouco a ficha de que dentro de mim tinha uma vida. Ouvir o coraçãozinho, é uma emoção inexplicável.
Logo chegaram os enjoos. A única coisa que tenho a reclamar gravidez. Eles começaram por volta das 6 semanas e só foram embora com 13. Foram semanas muito difíceis. Não conseguia comer nada, e o pouco que comia eu colocava pra fora. Perdi 5 kg. Foi terrível! Parece que isso não ia acabar nunca. Mas num belo dia acordei, e não sentia mais nada, como num passe de mágica.
Eu ficava muito ansiosa com as consultas, ultrassom. Era muito bom ver que ela se desenvolvia bem e o ultrassom era o único jeito de ver ela mais de pertinho.
Minha gravidez foi muito tranquila. Não tive nenhum problema. Foram 39 semanas e 1 dia  felizes, curti cada minuto, cada ultrassom, tirei muita foto da barriga, conversei muito com a Maitê,  me emocionei com cada chute, namorei muito as coisinhas dela até ela chegar. Foi tudo lindo.
Estar grávida é maravilhoso. A gente se sente linda, poderosa, amada.
E depois da uma saudade enorme de tudo. Com toda certeza do mundo foi a fase mais linda e abençoada da minha vida. Conheça mais no Blog. E também no IG_maedamaite.


Sou uma mãe de 25 anos, tenho um casal de filhos lindos. 
Minha primeira gestação descobri aos meus 16 anos, foi uma gestação complicado de risco, tive ameaças de aborto nos primeiros meses, mais consegui levar. Não tive muito enjôos, porém engordei demais. Talvez por ser muito nova, não consegui levar a gravidez até o final. Levei a gestação até as 30 semanas, onde ele nasceu de um parto cesariana, bem pequeno é prematuro. Mais hoje está ótimo. 
Já a minha segunda gravidez, foi mais tranquila, porém demorei 1 ano e 8 meses para conseguir engravidar. Mais quando engravidei foi uma festa. Sofri de muitos enjôos, nossa era comer e ir pro banheiro, não segurava nada no estômago. Assim foram os 4 primeiros meses. O restante super tranquilo, levei a gestação até as 41 semanas e 5 dias.😱
Até o dia que ela resolveu nascer, de uma parto normal. 
Minhas gestações não foram nada parecidas, porém amei estar grávida ! ♥️ 
Conheça também o IG maede02.


A espera do Arthur! A descoberta da gravidez foi emocionante, chorei, chorei; chorei de felicidade e de medo. Mesmo tendo planejado quando li “positivo” não pude acreditar, foi impossível não pensar e agora?
Passado a emoção da descoberta da gravidez, já iniciamos o pré natal e já estávamos com 1 mês de gestação. Logo vieram os enjôos, que não eram matinais, eram durante o dia todo e quase todos os dias. Por conta dos enjôos e vômitos perdi quase 3 kilos no segundo mês, e durante o terceiro mês não ganhei peso, só apartir do quarto mês que comecei a ganhar peso que no total da gestação foram 16 kilos. E quando defitivamente passou a fase dos enjôos vieram as azias. Apesar dos enjôos, azias, dores nas costas e pernas, falta de posição para dormir, barriga pesando, tirando esses detalhes foi uma gestação super tranquila, sem qualquer susto ou alteração. Chegando no final da gestaçã sem visitas não planejadas ao hospital, foram apenas as consultas de rotina, que eram 1 por mês. 
Logo na terceira consulta já conseguimos descobrir o sexo do bebê, era um menino, eu fiquei na dúvida entre três nomes, então destes três o papai escolheu Arthur! 
Entramos no mundo azul dos meninos e começamos os preparativos para chegada do nosso príncipe Arthur, arrumamos o quarto, fizemos o enxoval, e realizamos o chá de fraldas que foi um momento super especial e que abasteceu o estoque das fraldas. 
Já estava tudo pronto para a chegada do Arthur, e no dia 02/07/2015 ele chegou ao mundo num parto Cesarea assistido pelo papai.♡ 
Conheça mais no IG madamecoruja.


Mãe de duas: Ai meu Deus! Uma das coisas que temos certeza quando ficamos grávida de novo e que TODO mundo fala é: uma gestação é totalmente diferente da outra… E é mesmo! Mas o que ficou muito claro na minha cabeça é que mesmo sabendo que iria ser diferente eu estava com sensação de que já sabia muita coisa… ERRADO! A gente nunca sabe nada, pelo menos eu estou sempre em processo de aprender, e aprender e aprender… acredito até que na criação da Clara eu mais aprendo que ensino… é tanta coisa, tanta preocupação, tanto detalhe, tanto: isso pode, isso não! Na gestação da Maria ( que hoje estou com 38 semanas e 2 dias – Ufa!) enjoei muito mais que na gestação da Clara ( muito mais mesmo) os 3 primeiros meses foram desesperadores….e o que percebi de diferente foi um pouco mais de segurança, quanto algumas situações clínicas, do tipo: uma dorzinha cá, um cansaço em excesso lá… mas nada que eu alarmasse a todos como na gestação da Clara, que sei que fui muitas vezes mais ao médico, por coisas que chegando lá foram julgadas simples e normais… de resto, meus medos são ainda maiores por ter que cuidar de duas, achar que não vou dar conta continua sendo algo que me assombra… Mas procurei não comparar e nem fazer nada igual… uma com a outra… opção minha! Desde escolher como vai ser o enfeite da porta da maternidade, o local onde faríamos o book de gestante, e o tipo de parto que quero vivenciar … quero seja diferente de fato, que seja único, mas como uma experiência nova mesmo, e não uma comparação do tipo: Na gestação da Clara eu fiz isso, na gestação da Maria não fiz aquilo e etc… Uma coisa apenas que aconteceu entre uma e outra e que acho muito válido compartilhar é a organização de enxoval… eu achava que não ia dar tempo de nada quando estava grávida da Clara e que a qualquer momento ela nasceria “sem nada”… e da Maria eu me prolonguei mais, fiz tudo com calma, e apenas reuni coisas de fato úteis, já que na experiência anterior eu comprei muita coisa… e agora eu já eu sabia o que realmente a gente (e o bebê) precisa, e não é necessário se descabelar apesar de querer sempre o melhor aos nossos pequenos o essencial é : nosso Peito, um pouco de roupa e AMOR! Conheça mais no Blog. E também no IG historias_de_maes.

Monday, 9 February 2015

Minha irmã está grávida!

Escrevi esse texto em Novembro de 2014, assim que minha irmã deu as boas novas!


Ontem tivemos uma notícia maravilhosa de que mais um bebezinho está a caminho em nossa família. Minha querida irmã é a mais nova gravidinha da família. Como ela acompanhou bem minha gravidez e minha luta para ter um parto descente e mais humanizado, sabendo o quão traumático foi meu primeiro parto “anormal” cheio de intervenções desnecessárias, me senti à vontade pra tocar no assunto e incentivá-la a ter um parto humanizado também.
Na verdade já tínhamos falado inúmeras vezes do assunto, quando eu estava grávida, quando tive um parto humanizado maravilhoso do meu bebê Nicholas, quando meu irmão e cunhada se informaram e se prepararam pra também conseguir ter um parto lindo e humanizado, quando ela relatava do trauma que teve com sua cesárea, quando a anestesia fez um efeito exagerado, atingindo a área do pescoço e fechando a glote (a impedindo de engolir a saliva), por alguns segundos ela achou que iria morrer ali, e desacordou sem poder ver seu bebê nascer....e também imagina minha felicidade quando ela comentou que já havia idealizado seu parto em casa...
Por isso me senti a vontade pra falar na certeza de que ela já havia se convencido de sua capacidade de parir, e na minha paixão pelo assunto eu não consigo avaliar o contexto e acabo sendo inconveniente....no dia em que minha irmã descobre que está grávida acabamos caindo no assunto de laceração...tudo começou eu acho quando eu estava explicando que o parto deve ser gentil, que o certo não é empurrar, mas sim “ respirar o bebê pra baixo”, e assim não haverá laceração ou ela será mínima...e daí eu conto sobre esse vídeo no youtube sobre 3 parteiras super experientes dos EUA em que elas respondiam perguntas e uma das perguntas é: “É melhor cortar ou rasgar?” e elas respondem unânimes: “rasgar”, isso porquê a laceração acaba acontecendo no local correto e cicatriza mais rápido...Mas nesse momento minha irmã já está olhando pra mim num estado de choque e meu marido bravo dizendo: “esse não é o momento pra falar disso”, e o marido dela desaprovando imediatamente concordou com o meu...E comentou que um de seus amigos médicos disse que tem inúmeros casos de gestantes que perderam o bebê porque “passou da hora”...
Eu tentei dizer, “mas eu estou falando nisso exatamente pra te mostrar que não é assim traumático, não tem que ser assim, e se a fase de expulsão é feita com tranquilidade mesmo se houver laceração ela será mínima e sem dor, de fácil recuperação...e nem consegui comentar sobre o famoso “passar da hora”... quando meu marido repetiu:
“Mas não é o momento de falar disso...” E todos concordaram. Inclusive eu, mas foi tão difícil me segurar... Mais tarde levando a bronca do meu marido eu chorei, me senti péssima, como uma bruxa assustando minha irmã sobre o parto, e tudo o que eu queria fazer era o contrário, era falar pra ela o quanto é lindo e natural, e que ela não deve ter medo da dor...
Eu me senti como um peixinho frágil nadando contra a corrente. Se fico quieta a cultura cesarista vence, se tento falar sou muito passional e assusto. Me sinto tão injustiçada como mulher. Um parto lindo me foi roubado mas no segundo eu me empoderei e consegui, e tudo o que eu quero é falar pra todas as mulheres que elas também são capazes, que se eu consegui elas também podem, que tem muito mito e muita mentira nos enganando por aí, que não é tanta dor assim se você encarar com naturalidade e trabalhar com seu corpo nesse momento...
Eu acredito na minha irmã e em sua força e sei que ela vai tomar a melhor decisão pra ela e seu bebê, mas fico triste por ter que brigar contra essa corrente que vê o nascimento natural como um filme de terror, como um assunto delicado que pode traumatizar, que deve ser adiado até ser tarde demais. Queria muito que fosse diferente, que a empolgação e preparação para o momento do nascimento de nossos bebês acontecessem com a mesma dedicação com que arrumamos o enxoval e o quartinho.
Antes de encerrar o assunto, como ativista apaixonada que agora sou, ainda tentei avisar à minha irmã e cunhado, e essa é uma mensagem importante que sempre dou às gestantes que encontro:  caso desejem ter um parto natural, vocês precisam se informar e se preparar, para ter confiança, segurança e tranquilidade no trabalho de parto, e ser capaz de tomar decisões informadas e não deixar que outros tomem decisões por vocês.




Relato do meu Parto Humanizado do Nicholas

Após as 40 semanas a ansiedade começou a apertar, completei no domingo e combinei com meu marido que se nada acontecesse até quarta, iríamos pra São Carlos ficar lá e esperar. Na quarta nada, pensamos, ah esperamos até quinta. Na quinta decidimos ir pra casa do meu irmão em Ribeirão Preto assim já estávamos mais perto. Na sexta fomos então pra São Carlos. Ficamos num hotel muito gostoso e confortável e como não tínhamos muito a fazer, só nos restava relaxar, nadar e... Tirar fotos embaixo d'água!!!




Foi uma delícia, uma forma muito descontraída de aliviar a ansiedade da “espera pelo bebê” e também uma lembrança muito gostosa de se ter! 
No sábado meus pais vieram e trouxeram nossa filhinha Leela, com quase 2 anos era a primeira vez que ficávamos longe dela por 2 noites. Mas ela estava super bem e muito feliz de ver papai e mamãe.
No domingo completei 41 semanas e passamos o dia curtindo a piscina do hotel mas nada, nenhum sinal de bebê vindo.
Na segunda, ainda deitados na cama, bateu uma pequena ansiedade: o que vamos fazer? O David não queria ir embora pra Franca, por medo de ter que voltar logo em seguida, e eu estava preocupada em ter que ficar mais uma semana pagando hotel caro sem saber quando o bebê chegaria...
Eram 8 horas da manhã, a Leela acordou e me levantei pra fazer sua mamadeira e alguns segundos depois senti minha calcinha bem molhada. Falei David, alguma coisa acontecendo aqui...acho que minha bolsa está rompendo...
Senti que aquilo seria o começo de tudo, então relaxei...é engraçado, eu deveria ter ficado nervosa, é agora, vai rolar, vou sentir dor...mas não, eu tinha esperado tanto, eu decidi por respeitar o tempo do meu bebê e agora chegou a hora, que felicidade! Só me resta relaxar e deixar as coisas acontecerem...foi isso que eu tinha aprendido no livro que li sobre o hipnoparto.
Fomos tomar aquele café da manhã delicioso no hotel, eu não sentia nenhuma dor, e a água continuava a descer, devagarzinho...eu cortei uma fraldinha da Leela e coloquei. Avisei a Doula e ela disse pra ligar pra ela quando as contrações começassem.
Após o café sugeri que fóssemos pra área da piscina, coloquei biquine e fiquei andando em volta da piscina. Tiramos foto no avião que fica nas dependências do hotel, caminhamos pela grama, foi tudo tão tranquilo e gostoso, sem pressa, sem desespero, sem dor...
Fiz até um filminho lindo da Leela dando banho na bonequinha que compramos pra ela...
A certo ponto pensei: pra quê continuar usando essa fralda? Então a tirei e deixei a água da bolsa escorrer pelas pernas, estávamos na área da piscina mesmo, e de quando em quando eu tomava um banho na ducha.
Eu sabia que não podia entrar na piscina pelo risco de infecção pro bebê. E continuei caminhando em volta da piscina...e devagarzinho uma dorzinha levinha de cólica começou a surgir....já era quase meio dia. Minha mãe ficava perguntando: você não quer ir pro hospital filha? E eu respondia irritada que não queria ficar em hospital não, que ali na piscina era muito mais tranquilo. Percebi nesse momento que já havia em mim uma mudança de valores: no TP de minha filha Leela, eu quis correr pro hospital, eu tinha a impressão de que lá estaria mais tranquila e segura. Mas desta vez percebi que eu também podia me sentir tranquila e segura em outro ambiente, que tudo dependia do meu estado emocional e desta vez eu estava confiante, eu sabia o que estava acontecendo com meu corpo, eu podia sentir tudo, e eu sabia que tudo ia correr bem uma vez que eu trabalhasse junto com meu corpo para o calmo nascimento do meu bebê.
O David subiu pro quarto pra descansar e por a Leela pra dormir sua soneca, meu pai foi embora pra Franca. Pedi pra minha mãe ir buscar algo pra gente almoçar e enquanto isso liguei pra Doula e disse que as contrações tinham começado fraquinhas, ela disse pra contar o intervalo das contrações na próxima meia hora e retornar pra ela esse tempo. Comecei a contar e percebi que elas estavam vindo de 3 em 3 minutos!! 
Aí sim comecei a ficar um pouco nervosa, pensei será que está tão perto assim? Liguei pra Doula e ela disse, vai pro hospital, eu te encontro lá.
Quando minha mãe chegou eu já tinha juntando todas as coisas e disse pra ela que as contrações estavam muito perto. Fomos pro quarto e foi aquele desespero: toma banho, pega mala, junta as coisas, troca a Leela, e daí sim comecei a sentir as contrações!! Tinha que parar à cada 3 minutos e respirar.
Fomos pro hospital e no caminho me senti como que naquelas cenas de novela...vai amor, corre, não vai dar tempo, não pára no sinal, esse FDP não podem deixar a gte atravessar!!! rsrsr 
Chegamos lá por volta de 1:30, e então vou para a recepção fazer ficha, contração vem e eu páro pra respirar, é uma situação meio absurda essa de eu ter que fazer uma ficha no hospital no meio do processo de nascimento do meu bebê. Lembro que no livro a autora alertava pra isso e falava pra ir no hospital antes e deixar tudo pronto pra não ter que passar por isso, mas eu não sei, acho que ignorei essa parte do livro :)
Espero o elevador, que sinceramente, deve ter demorado 30 min para chegar. Deve ter tido umas 10 contrações lá no corredor, esperando, abaixando, respirando.
Já no quarto a enfermeira faz o exame e constata que estou de 5cm! Ótimo, estou no meio do caminho! 
A Doula chega em seguida e começa a organizar o local, põe uma música suave, amarra os panos no teto, tira seus equipamentos e também me auxilia a cada contração. Meu marido está resolvendo o pagamento ao hospital e minha mãe cuidando da Leela. A Leela ficava um pouquinha assustada quando me via tendo as contrações, que agora estavam bem mais fortes. Ela me olhava e dizia mamãe? Como que a perguntar se eu estava bem. Eu dizia, está tudo bem querida, o bebê está vindo! Eu concordo com as crianças estarem lá presentes no nascimento de um bebê, acho esse um momento mágico e muito importante para a família. Porém senti que a Leela estava num momento um pouco crítico de aprender a falar e aprender a discernir situações e não senti que ela estava à vontade lá, ela estava agitada e eu não queria que ela se assustasse, tivemos a sorte da minha irmã chegar de Franca nesse momento e ela levou a Leela para almoçar.
O David está de volta e me ajuda durante todas as contrações. Ele me abraça, faz massagem, aperta meu quadril. Minha mãe também está lá me dando apoio e eu me sinto amada e protegida neste momento, e estou tão feliz por ter as pessoas que mais amo por perto.
Eu já estava louca pra entrar na banheira e a Doula então encheu com água bem quentinha e quando entrei foi uma sensação maravilhosa... me senti acalmar e relaxar e pude ouvir a música e me sentir tão em casa, tão segura, tão consciente daquele momento maravilhoso e tão certa de que tudo ia ficar bem...
A partir daí já havia perdido a noção do tempo e por meu corpo estar mais relaxado, senti que a coisa estava caminhando rápido e as contrações ficando cada vez mais fortes. Me segurei naquele pano amarrado no teto, e fiquei ajoelhada na banheira, meio que sentada em meu calcanhar, a cada contração que vinha eu levantava o bumbum e segurava forte no pano, esticando meu corpo. Me concentrei na minha respiração J, inspirando bastante ar e deixando soltar pelo nariz bem lentamente, mas ao mesmo tempo sentindo grande parte deste ar descer pela garganta, peito e ventre...Nesse momento estou na partolândia. Já nem abro meus olhos durante as contrações. Não consigo falar, mal consigo me mover porque no intervalo parece que todas as minhas energias foram sugadas. Sinto pressão, não sei dizer ao certo se era dor. Estou focada na minha respiração, e isso me permite concentrar minhas energias no processo ao invés de concentrá-las na dor, então agora consigo entender porque muitas mulheres dizem que não sentem dor. É este o segredo, o segredo é esquecer a dor, é ignorar a dor, é concentrar em outra coisa, nesse caso, na respiração, que vai ajudar meu bebê a descer e a vir para os meus braços. Eu devo ter feito a lição de casa certinho J, porque sinceramente não me lembro da dor...A enfermeira veio me examinou novamente e não me disse nada, só vi ela fazendo um sinal de sim com a cabeça e isso queria dizer: pode chamar o médico...eu sabia que estava muito perto e eu devia estar já de 9 para 10 cm.
Foi logo em breve que senti algo muito forte, deve ser aquele momento da dor insuportável em que as mulheres gritam muito, mas eu continuava lá, quietinha, respirando forte, porém senti que chegara a um ponto que perdi a concentração, e pensei: a pressão é imensamente forte e mais do que isso não aguentarei. E então num instinto maternal eu subi uma das pernas para ficar de cócoras e senti a cabecinha de meu bebê escorregar para fora. A enfermeira pediu que eu virasse deitada de frente na banheira para ter espaço para o bebê nascer. Assim fiquei por alguns longos segundos, meio apagada, respirando tranquila e a cabecinha dele lá já de fora pra todo mundo ver. Não conseguia me mexer nem falar nada. Mas ouvi o David perguntar pro médico: “tudo bem”? E o médico respondeu, tudo bem, e me disse...fique tranquila, descanse, e espere a próxima contração. E foi isso que eu fiz. As contrações pararam, não vinham. Mais tarde o médico disse que é normal pois o útero relaxa depois que a cabecinha do bebê sai. Mas naquele momento eu senti que era a hora, que não dava pra esperar muito e recobrei minhas forças e respirei pela última vez para trazer meu bebê pro mundo. Sem fazer força, tentei fazer exatamente o que dizia no livro: respirei meu bebê pra baixo. E foi assim que Nicholas veio ao mundo.
Eu estava tão perdida no tempo que acho que pensei que estava na Irlanda e soltei um "Oh my God". Foi quando cheguei àquele momento que tanto visualizei por toda a gestação. O momento em que meu bebê chega ao mundo naturalmente. Nicholas estava alerta, com os olhinhos abertos, calminho e sereno no meu peito. Foi um momento maravilhoso. Sou mil vezes grata ao universo por ter me dado essa oportunidade. 







Meu querido médico Rogério Gonçalves Lima 



Minha querida Doula Vânia Bezerra



Wednesday, 10 September 2014

Sobre a Laqueadura e a ingratidão de certos homens

Há muitas, mas muitas coisas que me revoltam na questão do tratamento desigual em relação às mulheres. Mas sobre uma certa desigualdade eu gostaria de falar hoje, porque essa me revolta muito:

A Laqueadura Tubárea


Ontem conversei com uma pessoa que tem 1 filho de 7 anos, sofreu 1 aborto e perdeu 1 bebê com 5 meses, não quero nem imaginar o sofrimento que essa pobre mãe passou. Ela está grávida e disse que vai fazer cesárea, porque já teve outra cesárea, e já vai aproveitar pra fazer laqueadura. Bom, começando pelo "fazer cesárea, porque já teve outra cesárea", eu nem vou falar muito à esse respeito, vou deixar para os meus outros posts sobre o parto natural e humanizado e sobre todo meu ativismo à esse respeito. Mas em suma, é além de possível, mais seguro, fazer um parto normal após uma cesárea que aconteceu há 7 anos do que uma nova cesárea. Outra questão é que, pelo que tenho informação, a laqueadura seguida ao nascimento é proibida por lei aqui.
Mas voltando à questão da laqueadura, eu perguntei à ela, "mas seu marido não faria vasectomia?" E ela respondeu: "Ele não quer fazer porque tem medo".

Isso me deixa realmente, absurdamente, indignada com a atitude dos homens. Aqui no Brasil, nessa nossa cultura machista, a grande maioria dos homens pensa assim: "não quero fazer, estou com medo, sei lá o quê isso pode causar no meu pênis..." e por aí vai!
Mas será que eles não pensam na mulher? Na sua companheira? Não pensam que ela também tem medo? De ter que fazer uma cirurgia, 7 camadas cortadas, anestesia rack ou peridural com todos os seus efeitos colaterais, 40 dias de recuperação etc etc?? Os tubos cortados ou amarrados, e o lance das energias (pra quem acredita nisso) que devido a esse "bloqueio" as energias não fluirão mais naturalmente no corpo da mulher? Eu acredito nisso.
A vasectomia é uma pequena cirurgia, com anestesia local, 2 pequenos cortes dos 2 lados do saco escrotal, no DIA SEGUINTE o homem já está recuperado e andando e fazendo o que tiver que fazer, ao menos foram essas as informações dadas pela assistente social em nossa entrevista sobre as 2 opções.

Nós mulheres somos quem tomamos anticoncepcional pela vida toda, lembrando que esses são hormônios sintéticos que afetam nosso humor, nossa libido, nosso apetite, enfim que afetam nosso organismo de forma geral. Somos nós que carregamos o bebê por 9 meses na nossa barriga, e eu sei que é maravilhoso, mas também é muito difícil, muitas de nós assim como eu, passamos por 13 longas semanas de enjôo e mal estar, e no fim também temos dificuldade de andar, ficamos inchadas, com dor de estômago, queimação... Somos nós que parimos, seja por parto normal ou por cesárea, e passamos todas as dores, seja do trabalho de parto ou da recuperação da cirurgia, somos nós que amamentamos por meses ou anos, e por consequência temos que acordar por várias vezes à noite durante tanto tempo.

É muito importante que as mulheres reconheçam toda sua dedicação e esforço e se valorizem. E que dessa forma se sintam que elas se sintam confiantes e seguras pra exigir, com carinho é claro, um reconhecimento por parte de seus parceiros. Eu acredito que seja mais do que justo e o mínimo que os homens possam fazer por nós em consideração a tudo que nós mulheres passamos para garantir a reprodução da humanidade. Eu sinceramente espero que as mulheres e homens se informem mais e que os homens passem a contribuir dessa pequena forma para nos poupar de mais esse esforço e sofrimento que é a cirurgia de laqueadura tubárea.

Eu imagino essa mulher, que além de tudo que citei também passou por grandes perdas e com certeza teve mais dificuldade pra lidar com elas porque foi ela quem gerou, foi seu corpo que passou por uma transformação e por um trauma, e simplesmente não consigo entender a atitude de seu companheiro. Não consigo ver nesse homem onde está o carinho, o cuidado, a valorização de sua companheira, e a gratidão pelo que ela lhe proporcionou. Gostaria de acreditar que é somente falta de informação, que esse homem nunca teve a intenção de ser egoísta e ingrato. 

Por esse motivo, estou escrevendo esse post, pra trocar algumas informações, pra questionar homens e mulheres sobre sua postura em relação à reprodução e à contracepção, que fica SEMPRE na responsabilidade das mulheres. Não é justo e espero que algumas mulheres se conscientizem dessa injustiça.

PS: Procurarei melhorar esse post inserindo artigos ou informações confiáveis sobre as questões levantadas.


http://www.celsomarzano.com.br/si/site/0909

Vasectomia ou Laqueadura? A laqueadura é uma cirurgia de maior porte, por ser intra abdominal, de maior custo por necessitar ser realizada em ambiente hospitalar e também na esfera emocional, a mulher aceita menos o fato de não poder ser mãe novamente, mesmo que naquele momento tenha decidido pelo procedimento. Não todas, mas muitas mulheres têm problemas emocionais neste aspecto a médio e em longo prazo.
A vasectomia é uma cirurgia simples, ambulatorial (não precisa de internação), feita com anestesia local, em que o paciente sai andando, necessitando de um repouso relativo por dois dias. O custo é menor e a recuperação é rápida. Muitas vezes pelo medo do homem e por preconceitos, a opção vai para a laqueadura.